quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Geração y, x e Baby Boomer...

É preciso entendermos nossos consumidores.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O início da carreira profissional ...

O Jovem em início de carreira já não se preocupam tanto com o salário que vai receber, mas com o ambiente em que vai trabalhar. Segundo pesquisa da Cia de Talentos.
Confira a reportagem na HSM online.
Acesse http://app.ecentry.com/3/c/?62410.24407.65.1376.0.1f505fc

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Crownd Sourcing

A participação de seus clientes pode fazer toda a diferença.
Confira alguns vídeos da experiência do Doritos: 
http://www.youtube.com/user/CrashtheSuperBowl
Boa semana para todos nós
Bjs



GERAÇÃO Y

Uma fatia considerável do mercado brasileiro tem recebido uma atenção especial por parte dos nossos empresários. Com cerca de 16 milhões de consumidores, a Geração Y instiga executivos a focarem seus esforços neste jovem público, caracterizado por trazer um novo jeito de pensar o mundo e o trabalho.
E foi buscando entender melhor quem é o consumidor da Geração Y que publicitários e executivos refletiram sobre os desafios de atender essa nova demanda na palestra“Teenagers: quantos são, quanto gastam e o que pensam”, ministrada por Jorge Kodja, diretor da TNS Research Internacional, na abertura do painel Geração Y, do HSM ExpoManagement 2010.



Raio-X
Diversos números foram apresentados, em um verdadeiro raio-x da Geração Y brasileira. O estudo, que pesquisou 1500 jovens em 11 regiões metropolitanas do país, busca entender comportamentos emergentes e gerar insights para clientes do público teen.


“Eles (jovens da Geração Y) têm muitas peculiaridades, são muito influentes e formadores de opinião dentro de casa”, destacou Kodja.


Por ano, os jovens brasileiros gastam R$ 32 bilhões, com uma média nacional de R$ 49 por semana. Esses gastos são, quase majoritariamente, com roupas, higiene e diversão. “Como 43% da Geração Y está na classe C, temos um público que busca inserção social, que quer estar bem, se sentir bem acima de qualquer coisa”, explicou o executivo, acrescentando que apenas 16% está no mercado de trabalho.

Onde encontrá-los?


Só que falar com esse público não tem sido uma tarefa fácil por parte do empresariado. “A Geração Y é um alvo móvel. O adolescente não quer ser rotulado em nada. Quando um rótulo se consolida, ele muda”, definiu Kodja. “A Geração Y é rápida, impaciente e necessita de informação em cápsulas”, acrescenta.




Por isso, as inovações precisam fazer parte do dia a dia de quem quer manter contato com essa importante fatia do mercado brasileiro.




“E agora está chegando a Geração Z, que vem de ‘zapear’. Se o Y já viveu a ascensão da tecnologia como componente fundamental da sua vida, o ‘Z’ já nasceu com o dedinho no mouse”.

Fonte: HSM online

terça-feira, 19 de outubro de 2010

REFLEXÃO




Não destrua seus valores comparando-se com  outras pessoas.
É por sermos diferentes uns dos outros que cada um de nós é especial.  
Não estabeleça seus objetivos por aquilo que os outros consideram importante. 
Só você sabe o que é melhor para você.
Não considere como garantidas as coisas que estão mais perto de seu coração. 
Dê atenção, a elas como à sua vida, pois sem elas a vida não tem sentido. 
Não deixe sua vida escorregar pelos dedos, vivendo no passado ou só voltado para o futuro. 
Não desista enquanto você tiver algo para dar.
Uma coisa só termina, realmente no momento em que você deixa de tentar. 
Não tenha medo de admitir que você é "menos que perfeito". 
É esse tênue fio que nos liga uns aos outros. 
Não tenha medo de correr riscos.
É aproveitando as oportunidades que nós aprendemos a ser valentes. 
Não exclua o amor de sua vida dizendo que ele é impossível de encontrar. 
A maneira mais rápida de perder o amor é agarrar-se demais a ele, e a melhor maneira de conservar o amor é dar-lhe asas. 
Não despreze seus sonhos. 
Viver sem sonhos é viver sem esperança.
Viver sem esperança é viver 
sem objetivo. 
Não corra pela vida muito depressa. 
A pressa pode fazê-lo esquecer não só onde você esteve, mas também para onde você vai. 
A Vida não é uma competição, mas uma jornada, e cada passo do caminho deve ser saboreado.   
(autor desconhecido)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Leiam o primoroso editorial do Estadão


O desmanche da Democracia

A escalada de ataques furiosos do presidente Lula contra a imprensa - três em cinco dias - é mais do que uma tentativa de desqualificar a sequência de revelações das maracutaias da família e respectivas corriolas da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. É claro que o que move o inventor da sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff, é o medo de que a sequência de denúncias - todas elas com foros de verdade, tanto que já provocaram quatro demissões na Pasta, entre elas a da própria Erenice - impeça, na 25.ª hora, a eleição de Dilma no primeiro turno. Isso contará como uma derrota para o seu mentor e poderá redefinir os termos da disputa entre a petista e o tucano José Serra.
Mas as investidas de Lula não são um raio em céu azul. Desde o escândalo do mensalão, em 2005, ele invariavelmente acusa a imprensa de difundir calúnias e infâmias contra ele e a patota toda vez que estampa evidências contundentes de corrupção e baixarias eleitorais no seu governo. A diferença é que, agora, o destampatório representa mais uma etapa da marcha para a desfiguração da instituição sob a sua guarda, com a consequente erosão das bases da ordem democrática. A apropriação deslavada dos recursos de poder do Executivo federal para fins eleitorais, a imersão total de Lula na campanha de sua afilhada e a demonização feroz dos críticos e adversários chegaram a níveis alarmantes.
A candidatura oposicionista relutou em arrostar o presidente em pessoa por seus desmandos, na crença de que isso representaria um suicídio eleitoral - como se, ao poupá-lo, o confronto com Dilma se tornaria menos íngreme. Isso, adensando a atmosfera de impunidade política ao seu redor, apenas animou Lula a fazer mais do mesmo, dando o exemplo para os seguidores. As invectivas contra a imprensa, por exemplo, foram a senha para o PT e os seus confederados, como a CUT, a UNE e o MST, promoverem hoje em São Paulo um “ato contra o golpismo midiático”. É como classificam, cinicamente, a divulgação dos casos de negociatas, cobrança e recebimento de propinas no núcleo central do governo.
Sobre isso, nenhuma palavra - a não ser o termo “inventar”, usado por Lula no seu mais recente bote contra a liberdade de imprensa que, com o habitual cinismo, ele diz considerar “sagrada”. O lulismo promove a execração da mídia porque ela se recusa a tornar-se afônica e, nessa medida, talvez faça diferença nas urnas de 3 de outubro, dada a gravidade dos escândalos expostos. Sintoma da hegemonia do peleguismo nas relações entre o poder e as entidades de representação classista, o lugar escolhido para o esperado pogrom verbal da imprensa foi o Sindicato dos Jornalistas. O seu presidente, José Camargo, se faz de inocente ao dizer que apenas cedeu espaço “para um debate sobre a cobertura dos grandes veículos”.
Mas a tal ponto avançou o rolo compressor do liberticídio que diversos setores da sociedade resolveram se unir para dizer “alto lá”. Intelectuais, juristas, profissionais liberais, artistas, empresários e líderes comunitários - todos eles figuras de projeção - lançaram ontem em São Paulo um “manifesto em defesa da democracia”, que poderá ser o embrião de um movimento da cidadania contra o desmanche da democracia brasileira comandado por um presidente da República que acha que é tudo - até a opinião pública - e que tudo pode.
Um movimento dessa natureza não será correia de transmissão de um partido nem estará atado ao ciclo eleitoral. Trata-se de reconstruir os limites do poder presidencial, escandalosamente transgredidos nos últimos anos, e os controles sobre as ações dos agentes públicos. “É intolerável”, afirma o manifesto, “assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.” “É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.” O texto evoca valores políticos que, do alto de sua popularidade, Lula lança ao lixo, como se, dispensado de responder por seus atos, governasse num vácuo ético.
Jaison Rucinski

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Principal mercado de e-commerce da América Latina é o BRASIL

O Brasil foi o principal mercado de e-commerce da América Latina entre 2007 e 2009, de acordo com um estudo recém divulgado pela Visa e conduzido pela unidade de pesquisa AmericaEconomia Intelligence.

Segundo o relatório, o país registrou o maior crescimento da região, com 170% no ano passado. Além de um faturamento que chegou a aproximadamente 23 bilhões de reais (13,23 bilhões de dólares).

Entretanto, com crescimento de apenas 39,2% no mesmo período, a participação de todos os países da América do Sul e do Caribe atingiu apenas 38,1 bilhões de reais (21,8 bilhões de dólares).

A previsão é que até o final de 2011, a região terá um aumento de 58% nas vendas online, atingindo cerca de 60 bilhões de reais (34,5 bilhões de dólares).

Entre 2007 e 2009, os gastos em compras realizadas pela web cresceram 106% em toda a região. Líder absoluto em termos de participação de mercado, o Brasil teve o melhor rendimento, com 61% do total, acompanhado de longe pelo México que registrou 12% e pelo Chile com 5%.

Segundo o estudo, entre os principais fatores responsáveis pela mudança estão o aumento do uso da web entre os grandes varejistas, a expansão da indústria de turismo, melhores medidas de segurança e a penetração de computadores e serviços de banda larga.

Os resultados finais foram baseados em pesquisas coletadas pela AmericaEconomia Intelligence entre 2008 e 2009, na região da América Latina e Caribe. Também foram aproveitadas informações oriundas de fontes oficiais dos países analisados. (Câmaras de Comércio Eletrônico ou Associações).

As informações foram categorizadas e complementadas com a análise industrial de especialistas, relatórios financeiros de grandes empresas e duas pesquisas: a TGI 2009 feita pela KMR e um estudo online feito em maio passado pela AmericaEconomia Intelligence.

Fonte: IDG Now!


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A revolução das mídias digitais

Segundo Fernando Tassinari, da Razorfish. Vivemos em um mundo onde as marcas são moldadas em tempo real mais pelo que os consumidores comentam ao seu respeito do que por qualquer atividade que movimentem no mercado. Tudo isso é resultado, em especial, do constante desenvolvimento das mídias digitais, e as empresas mais antenadas estão conseguindo tirar proveito desse movimento. Prova disso é que, embora os investimentos em comunicação como um todo tenham se retraído em 2009, mais verbas foram alocadas para o digital. O investimento em marketing digital sofreu menos os efeitos da crise internacional, crescendo, no ano passado, 4%, após uma queda de 13% em 2008.

A crise fez com que a maior parte desses investimentos se concentrasse em veículos de alta eficiência, como mecanismos de busca, redes de anúncios, data brokers, painéis eletrônicos, trocas de anúncios e mídias sociais, que absorveram pouco mais de 50% do total das verbas para a área digital. As mídias sociais, por sinal, continuam em explosivo crescimento, que transcende toda a mídia e todas as plataformas, incluindo mobile e dispositivos de jogos. Segundo estimativa da comScore, empresa líder em mensuração em marketing digital nos EUA, em 2011 as mídias sociais deverão representar 11% do total do tempo online dos usuários de internet no mercado americano.
Ainda assim as mídias digitais permanecem como um dilema para boa parcela dos publicitários, e há uma razão para isso: eles não adaptaram suas organizações ao comportamento social que direciona esse tipo de mídia. Uma pesquisa do eMarketer revelou que, para 37% das marcas, o principal obstáculo de adoção das mídias sociais é simplesmente o fato de as empresas não saberem por onde começar.
Mais importante do que alocar altas verbas nas mídias sociais é alimentar pessoas, investir no conteúdo e, assim, participar de uma forma mais substancial. Tanto é que os gastos das empresas nessas redes não assumem a forma de compra de anúncios, mas sim a de construir uma página e disponibilizar pessoal qualificado para responder aos consumidores.
A questão é que a demanda do consumidor por informação não foi afetada pela economia, assim como sua adoção de experiências digitais. Uma propaganda de 30 segundos e um slogan com um endereço de web não o satisfazem mais. Os consumidores querem experiências personalizadas e imersivas, disponíveis em vários lugares e formatos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O Meu Futuro...

O portal  www.omeufuturo.com.br, maior ferramenta de pesquisa acadêmica do Brasil, com mais de 2,3 mil instituições, a oferta de 27 mil cursos e superando 1 milhão de vagas. Os usuários poderão compartilhar e trocar informações sobre cursos, universidades, opções de moradia, intercâmbio, dicas de vestibular, como se comportar no primeiro emprego, como foi a entrevista de trabalho, falar sobre o estágio em determinado curso, além de inúmeras outras opções.
 “As pessoas possuem experiências que podem contribuir e tirar dúvidas de outras pessoas, por que não compartilhar com o mundo todo? Além de conhecer gente nova, os usuários poderão auxiliar com suas experiências, outras pessoas alcançarem seus sonhos e objetivos”, analisa Rodrigo Caporal, fundador do portal O Meu Futuro. As novidades estão disponíveis aos internautas desde o dia 6 de julho.
 O portal O Meu Futuro é um empreendimento inovador, que reúne em um único ambiente, informação e diversão com o objetivo de proporcionar a troca de ideias e experiências entre estudantes, profissionais, professores e gestores educacionais.  Todas estas possibilidades são oferecidas de maneira gratuita e com muita facilidade.
 A ferramenta, considerada por especialistas como uma das mais modernas e interativas no segmento Educação, está dividida em cinco grandes áreas denominadas Mundo Estudante, Mundo Carreira, Mundo Professor, Mundo Corporativo e Mundo Entretenimento. Todo o conteúdo está relacionado por contextos, assim a informação presente nos diferentes mundos pode se relacionar e formar um cenário que seja capaz de integrar o internauta em diversas áreas, como orientação profissional, acadêmica ou entretenimento.
 Além dos conteúdos disponibilizados e pré-selecionados em cada Mundo, o portal O Meu Futuro, conta com uma base de pesquisa com todas as profissões, incluindo as geradas a partir das novas tecnologias, como por exemplo. Programador de Jogos Digitais, Engenharia de Energia ou Informática Biomédica, instituições de ensino, cursos de graduação e pós-graduação.

Fonte:UNOESC/O meu futuro

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Quantidade é resultado de qualidade???

Por indicação do estimado Professor Alex Primo, a coluna de Ranato Mazen, da Folha, propõe uma reflexão sobre as produções científicas acadêmicas. Segue abaixo a o texto:
RENATO MEZAN
COLUNISTA DA FOLHA
A cada tanto tempo, volta-se a discutir como deve ser avaliado o trabalho dos professores. O grande número de pessoas envolvidas nos diversos níveis de ensino, assim como o de artigos e livros que materializam resultados de pesquisa, tem determinado uma preferência por medidas quantitativas.
Se estas podem trazer informações úteis como dado parcial para comparar resultados de escolas em vestibulares ou o desempenho médio de alunos em determinada matéria, sua aplicação como único critério de "produtividade" na pós-graduação vem gerando -a meu ver, pelo menos- distorções bastante sérias.
Não é meu intuito recusar, em princípio, a avaliação externa, que considero útil e necessária. Gostaria apenas de lembrar que a criação de conhecimento não pode ser medida somente pelo número de trabalhos escritos pelos pesquisadores, como é a tendência atual no Brasil. Tampouco me parece correta a fetichização da forma "artigo em revista" em detrimento de textos de maior fôlego, para cuja elaboração, às vezes, são necessários anos de trabalho paciente.
A mesma concepção tem conduzido ao encurtamento dos prazos para a defesa de dissertações e teses na área de humanas, com o que se torna difícil que exibam a qualidade de muitas das realizadas com mais vagar, que (também) por isso se tornaram referência nos campos respectivos.
O equívoco desse conjunto de posturas tornou-se, mais uma vez, sensível para mim ao ler dois livros que narram grandes aventuras do intelecto: "O Último Teorema de Fermat", de Simon Singh (ed. Record), e "O Homem Que Amava a China", de Simon Winchester (Companhia das Letras).
O leitor talvez objete que não se podem comparar as realizações de que tratam com o trabalho de pesquisadores iniciantes; lembro, porém, que os autores delas também começaram modestamente e que, se lhes tivessem sido impostas as condições que critico, provavelmente não teriam podido desenvolver as capacidades que lhes permitiram chegar até onde chegaram.

Everest da matemática
O teorema de Fermat desafiou os matemáticos por mais de três séculos, até ser demonstrado em 1994 pelo britânico Andrew Wiles. O livro de Singh narra a história do problema, cujo fascínio consiste em ser compreensível para qualquer ginasiano e, ao mesmo tempo, ter uma solução extremamente complexa. Em resumo, trata-se de uma variante do teorema de Pitágoras: "Em todo triângulo retângulo, a soma do quadrado dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa", ou, em linguagem matemática, a2²=b2²+c2².
Lendo sobre esta expressão na "Aritmética" de Diofante (século 3º), o francês Pierre de Fermat (1601-65) -cuja especialidade era a teoria dos números e que, junto com Pascal, determinou as leis da probabilidade- teve a curiosidade de saber se a relação valia para outras potências: x3³= y3³ + z3, x4 = y4 + z4 e assim por diante. Não conseguindo encontrar nenhum trio de números que satisfizesse as condições da equação, formulou o teorema que acabou levando seu nome -"Não existem soluções inteiras para ela, se o valor de n for maior que 2"- e anotou na página do livro: "Encontrei uma demonstração maravilhosa para esta proposição, mas esta margem é estreita demais para que eu a possa escrever aqui".
Após a morte de Fermat, seu filho publicou uma edição da obra grega com as observações do pai. Como o problema parecia simples, os matemáticos lançaram-se à tarefa de o resolver -e descobriram que era muitíssimo complicado.
Singh conta como inúmeros deles fracassaram ao longo dos 300 anos seguintes; os avanços foram lentíssimos, um conseguindo provar que o teorema era válido para a potência 3, outro (cem anos depois) para 5 etc. O enigma resistia a todas as tentativas de demonstração e acabou sendo conhecido como "o monte Everest da matemática". É quase certo que Fermat se equivocou ao pensar que dispunha da prova, que exige conceitos e técnicas muito mais complexos que os disponíveis na sua época.
Quem a descobriu foi Andrew Wiles, e a história de como o fez é um forte argumento a favor da posição que defendo. O professor de Princeton [universidade americana] precisou de sete anos de cálculos e teve de criar pontes entre ramos inteiramente diferentes da disciplina, numa epopeia intelectual que Singh descreve com grande habilidade e clareza. Não é o caso de descrever aqui os passos que o levaram à vitória; quero ressaltar somente que, não tendo de apresentar projetos nem relatórios, publicando pouquíssimo durante sete anos e se retirando do "circuito interminável de reuniões científicas", Wiles pôde concentrar-se com exclusividade no que estava fazendo.
Por exemplo, passou um ano inteiro revisando tudo o que já se tentara desde o século 18 e outro tanto para dominar certas ferramentas matemáticas com as quais tinha pouca familiaridade, mas indispensáveis para a estratégia que decidiu seguir. Questionado por Singh sobre seu método de trabalho, Wiles respondeu: "É necessário ter concentração total. Depois, você para. Então parece ocorrer uma espécie de relaxamento, durante o qual, aparentemente, o inconsciente assume o controle. É aí que surgem as ideias novas".
Este processo é bem conhecido e costumo recomendá-lo a meus orientandos: absorver o máximo de informações e deixá-las "flutuar" até que apareça algum padrão, ou uma ligação entre coisas que aparentemente nada têm a ver uma com a outra. Uma variante da livre associação, em suma.
Ora, se está correndo contra o relógio, como o estudante pode se permitir isso? A chance de ter o "estalo de Vieira" é reduzida; o mais provável é que se conforme com as ideias já estabelecidas, o que obviamente diminui o potencial de inovação do seu trabalho.
Tarefa herculean
Outro exemplo de que o tempo de gestação de uma obra precisa ser respeitado é o de Joseph Needham (1900-95), cuja vida extraordinária ficamos conhecendo em "O Homem Que Amava a China". Bioquímico de formação, apaixonou-se por uma estudante chinesa que fora a Cambridge [no Reino Unido] para se aperfeiçoar; ela lhe ensinou a língua e, à medida que se aprofundava no estudo da cultura chinesa, Needham foi se tomando de admiração pelas suas realizações científicas e tecnológicas.
Em 1943, o Ministério do Exterior britânico o enviou como diplomata à China, então parcialmente ocupada pelos japoneses. Sua missão era ajudar os acadêmicos a manter o ânimo e a prosseguir em suas pesquisas.
Para saber do que precisavam, viajou muito pelo país e entrou em contato com inúmeros cientistas; em seguida, mandava-lhes publicações científicas, reagentes, instrumentos e o que mais pudesse obter.
Nessxe périplo, Needham se deu conta de que -longe de terem se mantido à margem do desenvolvimento da civilização, como então se acreditava no Ocidente- os chineses tinham descoberto e inventado muito antes dos europeus uma enorme quantidade de coisas, tanto em áreas teóricas quanto no que se refere à vida prática (uma lista parcial cobre 12 páginas do livro de Winchester).
Formulou então o que se tornou conhecido como "a pergunta de Needham": se aquele povo tinha demonstrado tamanha criatividade, por que não foi entre eles, e sim na Europa, que a ciência moderna se desenvolveu?
A resposta envolvia provar que existiam condições para que isso pudesse ter acontecido, e depois elaborar hipóteses sobre por que não ocorreu. Daí a ideia de escrever um livro que mostrasse toda a inventividade dos chineses, tendo como base os textos recolhidos em suas viagens e as práticas que pudera observar.
Embora o projeto fosse ambicioso, a Cambridge University Press o aceitou, considerando que, uma vez realizado, abrilhantaria ainda mais a reputação da universidade.
"Science and Civilization in China" [Ciência e Civilização na China] teria sete volumes, e Needham acreditava que poderia escrevê-lo "num prazo relativamente curto para uma obra acadêmica: dez anos".
Na verdade, tomou quatro vezes mais tempo, e, quando o autor morreu, em 1995, já contava 15 mil páginas. Empreendimento hercúleo, como se vê, que transformou radicalmente a percepção ocidental quanto ao papel da China na história da civilização.
O volume de trabalho envolvido era imenso: de saída, ler e classificar milhares de documentos sobre os mais variados assuntos; em seguida, organizar tudo de modo claro e persuasivo, e por fim apresentar algumas respostas à "pergunta de Needham". Várias pessoas o auxiliaram no percurso (em particular, sua amante chinesa), mas a concepção de base, e boa parte do texto final, se devem exclusivamente a ele. 
Monumento
Needham não publicou uma linha de bioquímica durante os últimos 30 anos de sua carreira.
Tampouco tinha formação acadêmica em história das ideias -mas isso não o impediu de, com talento e disciplina, redigir uma das obras mais importantes do século 20.
Se tivesse sido atrapalhado por exigências burocráticas, se tivesse de orientar pós-graduandos, se a editora o pressionasse com prazos ou não o deixasse trabalhar em seu ritmo (o primeiro volume levou seis anos para ficar pronto), teria talvez escrito mais um livro interessante, mas não o monumento que nos legou.
O que estes exemplos nos ensinam é que um trabalho intelectual de grande alcance só pode ser feito em condições adequadas -e uma delas é a confiança dos que decidem (e manejam os cordões da bolsa) em quem se propõe a realizá-lo.
Tal confiança envolve não suspeitar que tempo longo signifique preguiça, admitir que pensar também é trabalho, que a verificação de uma ideia-chave ou de uma referência central pode levar meses -e que nada disso tem importância frente ao resultado final.
Em tempo: um dos motivos encontrados por Needham para o estancamento da criatividade chinesa a partir de 1500 foi justamente a aversão de uma estrutura burocrática acomodada na certeza de sua própria sapiência a tudo que discrepasse dos padrões impostos.
Enquanto isso, na Europa (e depois na América do Norte) a inovação era valorizada, e o talento individual, recompensado. Nas palavras de um sinólogo citado no fim do livro, o resultado da atitude dos mandarins foi que "o incentivo se atrofiou, e a mediocridade tornou-se a norma". Seria uma pena que, em nome da produtividade medida em termos somente quantitativos, caíssemos no mesmo erro.

RENATO MEZAN é psicanalista e professor titular na Pontifícia Universidade Católica de SP. Escreve na seção "Autores", do Mais!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional das Mulheres

Um dia não é suficiente
Todos os dias são dias de todas as mulheres
Mulheres simples, chiques, peruas, humildes,batalhadoras, sinceras
Mulheres amadas,Mulheres que amam
Mulheres que são mães, empresárias,
trabalhadoras, donas de casa
Mulheres que são companheiras, amantes e
amigas de seus companheiros
Mulheres que fazem às 24 horas do dia
Serem mínimas diante de tantas ocupações
Mulheres que completam o sentido da vida
Mulheres que dão luz à vida
Que reproduzem e mantém a vida
Mulhres que sofrem, mas que correm atrás
de seus direitos e comemoram a cada conquista , a cada linda vitória
Mulheres, que são início, meio e fim
Seres mais especiais e completos
Que amam intensamente como se cada amor fosse o único de suas vidas
E como se fosse eterno, não somente enquanto dure, mas enquanto as suas vidas durassem
Mulheres que se dedicam a vida , ao amor
Dedicam-se aos homens, sejam eles namorados, amantes, maridos ou filhos, com todos sentimentos sinceros
Mulheres que desejam ser feliz,
E que querem aliar todos seus desejos
Independênica, trabalho, amor, sexo, família, marido , filhos.
Mulheres que são belas como as mais
lindas flores
Mulheres que merecem ser tratadas com gestos delicados,singelos e com muito amor.
Mulheres que merecem serem homenageadas durante todos os 365 dias do ano, às 24 horas do dia, acada minuto e segundo que correm de nossas vidas.



PARABÉNS MULHERES!!


beijocas, Mi

domingo, 28 de fevereiro de 2010

LOGOTIPO, PORQUE USAR?

A construção de um logotipo é sem dúvida uma das mais importantes e valorizadas áreas do design e da publicidade. O desenvolvimento de uma boa imagem que represente a marca de uma organização ou empresa pode se tornar um elemento poderoso para atrair clientes e com o tempo se torna um ativo intangível, ou seja, rentável.

Até onde a força de uma marca pode chegar?

Podemos apresentar alguns exemplos radicais, em abril de 2009, a marca Google foi avaliada em US$ 86 bilhões, de acordo com uma análise feita pela consultoria americana Millward Brown, especialista em análise e de marcas. Outra marca bilionária é a Coca-cola – que durante muito tempo foi considerada a marca mais valiosa do mundo, e que, segundo a mesma pesquisa, hoje está em quarto lugar, valendo US$ 58,2 bilhões. Entre as dez mais também se encontram: a General Electric, com valor de US$ 71,4 bilhões; a Microsoft, com valor de marca na casa dos US$ 70 bilhões; a China Mobile, com US$ 57,2 bilhões, A gigante IBM, com US$ 55,3 bilhões, Apple, com 55,2 bilhões, McDonald’s, com US$ 49,5 bilhões, Nokia, com 44 bilhões e Marlboro, com US$ 37,3 bilhões.
Em muitos destes casos o valor apenas da marca vale mais que os ativos fixos das empresas.
De forma geral, a precificação do valor da marca se deve a imagem que estas companhias projetam no imaginário das pessoas, como modernidade e vanguarda. Por muitas vezes, esta projeção é tamanha que chega a superar o próprio produto ou serviço que ela representa.

E como começar a criação do conceito?

O começo é a base do projeto, portanto, é necessário coletar muita informação.
Um briefing bem detalhado, coletando informações sobre a nova marca, o que ela representará, quem são os seus concorrentes, a qual público ela se comunicará, é essencial. Depois é a fase de brainstorm – onde todas as idéias que se correlacionam com a proposta da marca são colocadas num papel. No início, não importa o quanto a ideia pareça boba, escreva mesmo assim, procure informações, imagens e palavras na internet, ou seja, pesquise muito, pois você e o dono da marca dependem de uma boa base para chegar a um bom resultado.
Nada como delinear, uma grande parte de profissionais gostam de ir direto para o computador e o poder do esboço é muitas vezes subestimado. Antes de usar as ferramentas de acabamento, utilize o esboço no papel ou se você utiliza um tablet, rabisque na tela. Você pode rapidamente esboçar vários conceitos e criar variações para ver o que funciona e o que não funciona numa questão de minutos.  Evite o Photoshop, a não ser em casos muito específicos, construa o logotipo como um vetor – em programas de ilustração como Ilustrator ou o Corel Draw – desta forma, a imagem poderá ser escalonizada sem perda de qualidade.

Lembre que hoje, menos é mais, você já parou para imaginar que logotipos chegam a ser utilizados na medida de 16×16 pixels? Os “favicons” representam a imagem do logotipo de uma empresa nas abas das páginas da internet, portanto, logotipos criativos e simples possuem leitura mais adequada quando expostos em tamanhos pequenos. Teste o logotipo em diferentes tamanhos, teste fisicamente o logotipo em impressões de vários tamanhos. Também vale olhar para o logotipo de diferentes distâncias para ver como a leitura se comporta. Cuide das cores, pense sempre que a marca, além de colorida, terá que ser impressa em uma ou duas cores e em suportes diferentes como: papel, tecido, brindes, portanto, preveja como as retículas se comportarão em cada caso e já determine a arte final para cada caso.
Para exemplificar isso, imagine o logotipo do Discovery Channel, lembrou? Imagine o planeta Terra que é todo colorido quando aparece na TV como ficaria impresso no corpo de uma caneta. Certamente os designers que trabalham com a marca já se preveniram e criaram uma variação do logotipo com cores chapadas.
Deixe tudo documentado para o seu cliente. Seu cliente precisa ter um pequeno manual da marca. Nem todos os clientes estão dispostos a investir em um manual da marca detalhado, mas informações sobre as cores de escala e pantones, assim como os arquivos das artes finais da marca e as suas variações para as diferentes aplicações como no caso da marca em uma cor tem que ser arquivadas digitalmente e entregues ao cliente. Um bom lugar para se servir de exemplo e começar sua pesquisa é o site:  http://logotypes.designer.am/srch/search.php

Ótima semaninha...
Beijocas, Mi

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

OLHA O CARNAVAL AI GENTE...

Fonte imagem: HSM


Escolhi este momento para retornar as minhas atividades, bem como meu trabalho e se possível dar um rumo a vida... tanto pessoal, quanto profissional. Nesse momento quero desejar aos leitores.. um ótimo carnaval e aos mais tranqüilos que usem esse momento para refletir e definir o que fazer com suas ideias e principalmente colocá-las em prática. 
Bom Feriadãooooo
beijinho
Mi